segunda-feira, 16 de maio de 2011

Com gol contra, Chapecoense bate Criciúma e é campeã estadual
 

Jogando no Estádio Índio Condá, a Chapecoense venceu o Criciúma por 1 a 0 e conquistou o título do Campeonato Catarinense, neste domingo. Com gol de Carlinhos Santos, contra, o time mandante venceu a competição pela quarta vez em sua história.
A Chapecoense levou mais perigo durante o jogo, principalmente com sua dupla de ataque e conseguiu a vitória na metade do segundo tempo.

Jogo


A partida começou equilibrada, com as duas equipes criando poucas chances de gol. O primeiro momento de perigo do jogo veio aos 10min, quando Aloísio escapou do marcador e arrematou na trave. Roni, 12 minutos depois, levou perigo ao cobrar falta perto da meta adversária.
No final da etapa inicial, a Chapecoense criou duas boas oportunidades: aos 39min, Aloísio chutou para boa defesa de Andrey e três minutos depois Neílson fez boa jogada pela esquerda, mas parou em outra boa intervenção do goleiro do Criciúma. Com isso, o jogo foi para o intervalo com o placar zerado.
No início do segundo tempo, foi a vez de Rodolpho fazer boa defesa. Aos 4min, Diogo Oliveira arriscou o chute e o goleiro pegou. Porém, nove minutos depois a dupla de ataque da Chapecoense voltou a incomodar o time visitante. Aloísio recebeu passe em velocidade, cortou o zagueiro e concluiu para intervenção de Andrey. No rebote, Neílson finalizou e o goleiro voltou a defender.
Vendo o melhor momento do time de Chapecó, Edson Gaúcho colocou Talles Cunha no lugar de Fábio Santana, aos 15min. No entanto, foi a substituição de Mauro Ovelha que mudou o jogo: Nenem entrou no lugar de De Lazzari e aos 23min, em seu primeiro lance, o jogador cobrou falta e Carlinhos Santos desviou contra as próprias redes, abrindo o placar.
Precisando do empate para ficar com o troféu, o Criciúma se lançou ao ataque, mas não obteve sucesso e a Chapecoense venceu o Catarinense depois de quatro anos.



Goleiro da Chapecoense desabafa sobre desconfiança
Um dos heróis do título estadual da Chapecoense, o goleiro Rodolpho lembrou na comemoração que seu time foi o melhor durante todo o estadual, venceu os adversários considerados favoritos, como Avaí, Joinville e Criciúma, e faturou o quarto título para a história do clube do Oeste.
"Muitas pessoas menosprezaram nossa equipe, que foi melhor do começo ao fim. Hoje estamos aí com o título de Santa Catarina. Chapecó está em festa e eu agradeço a Deus porque o nosso nome vai ficar na história da Chapecoense", desabafou.
Rodolpho, que ajudou a Chapecoense a permanecer invicta na Arena Condá durante toda a competição, destacou a garra do time.
"O Índio foi valente, soltou flechas nos momentos decisivos e matou o Leão, o Coelho e o Tigre", disse o goleiro, se referindo ao mascote da Chapecoense e dos seus adversários, Avaí, Joinville e Criciúma, respectivamente.


INTER VENCE NO OLÍMPICO E FATURA TÍTULO


O bom do futebol é que ele é tão surpreendente que nenhum roteiro de cinema poderia retratar com fidelidade o que se viu na tarde de domingo no Olímpico. Ninguém seria capaz de escrever uma história como a que foi vista na final do Campeonato Gaúcho. Teve reviravolta, teve drama, teve tudo que torna esse esporte tão emocionante. Teve tudo o que explica a rivalidade centenária de um Gre-Nal.

O título do Inter foi suado. Parecia que seria impossível nos primeiros minutos do confronto. Mas no jogo de bola tudo pode ser revertido. Os colorados viraram o clássico, abriram vantagem para serem campeões, mas Borges descontou a menos de dez minutos do fim da partida. A vitória vermelha por 3 a 2 levou a decisão para os pênaltis. Na batalha dos goleiros, Renan levou a melhor, defendendo três cobranças, contra duas de Victor, dando a vitória ao Inter por 5 a 4.

Antes da bola rolar, Falcão mudou seu time, colocou Juan na lateral esquerda e Kleber no meio-campo. Foi tudo o que Renato Gaúcho queria. O Grêmio dominou, marcou um com Lúcio, aos 15 minutos. Ampliar o placar e garantir a taça parecia ser uma questão de tempo. Entretanto, Gre-Nal é Gre-Nal.

FICHA TÉCNICA - GRÊMIO 2 (4) X (5) 3 INTER

Local:
Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: 15 de maio, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden
Assistentes: Autemir Hausmann e Júlio César Santos
Cartões amarelos: Vilson, Fabio Rochemback, Douglas e Victor (Grêmio); Juan, Zé Roberto, D'Alessandro, Guiñazu e Bolívar (Inter)

GOLS: GRÊMIO: Lúcio, aos 15 minutos do primeiro tempo, e Borges, aos 36 minutos do segundo tempo;
INTER: Leandro Damião, aos 29, e Andrezinho aos 46 minutos do primeiro tempo; D'Alessandro, aos 29 minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Vilson (Willian Magrão), Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Adilson, Lúcio e Douglas; Leandro (Lins) e Junior Viçosa (Borges)
Técnico: Renato Gaúcho

INTER: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Juan (Zé Roberto); Bolatti, Guiñazu, Kleber, D'Alessandro e Andrezinho (Oscar); Leandro Damião
Técnico: Paulo Roberto Falcão


Mesmo com a equipe jogando mal, Leandro Damião empatou após cruzamento de Zé Roberto, que ingressara no lugar de Juan. Nos acréscimos, Andrezinho virou o placar em um chute de fora da área. A vantagem era um milagre pelo nível da atuação colorada, mas Gre-Nal é Gre-Nal, tudo pode acontecer.

Indefinido foi o modo como o segundo tempo transcorreu, nem mesmo quando um traço mais forte de decisão apareceu, conseguiu se firmar. Ele foi rapidamente apagado. Zé Roberto sofreu pênalti, aos 27 minutos. D'Alessandro deixou o Inter próximo da taça. Ainda tinha muito para acontecer. Muito mesmo, pois Gre-Nal é Gre-Nal.

Quando tudo parecia decidido, teve o choro de Borges. Lágrimas justificadas por alguém que vive má fase no clube e pode ser dispensado, mas não esmorece. Com a 9, ele estava onde o centroavante tem que estar, aproveitou-se da falha de Renan e jogou a disputa da taça para os pênaltis.

Douglas marcou para o Grêmio. D'Alessandro, na sequência, fez o mesmo para o Inter. Willian Magrão viu Renan defender seu chute, mas também foi testemunha da defesa de Victor no tiro de Damião. Fábio Rochemback converteu o seu. Kleber parou no goleiro gremista. Só que Lúcio não superou Renan. Oscar igualou tudo colocando a bola na rede. Lins converteu seu chute. Bolatti levou a decisão para as cobranças alternadas. Rodolfo jogou a pressão para o outro lado. Nei não desperdiçou. Adilson não venceu o goleiro do Inter. Tudo ficou nos pé direito de Zé Roberto. O meia contratado no começo do ano deu o 40º título gaúcho ao Colorado.

No fim de semana ocorre a estreia de ambos no Campeonato Brasileiro. O Grêmio receberá o Corinthians, enquanto o Inter enfrenta o Santos, na Vila Belmiro.

O clássico

Contando quatro jogos sem vitória, temendo preencher todos os dedos de uma mão sem ganhar, Falcão recorreu a um fato novo para escalar o Inter. Optou por Juan na lateral esquerda, colocando Kleber no meio-campo, formação inédita desde sua chegada.

Não funcionou. O começo de jogo mostrou um time, o Grêmio, contra 11 jogadores. O domínio era total. Os colorados não conseguiam tocar a bola, ter o domínio e ditar o ritmo. O Tricolor, por outro lado, se empunha em todos os aspectos, mostrava-se superior.

Se a bola aérea se mostra há muito tempo um problema para o clube do Beira-Rio,a linha do impedimento ganha força na disputa das maiores falhas. Novamente a defesa vacilou nesse aspecto, permitindo que Lúcio, aos 15 minutos, entrasse frente a frente com Renan e marcar.

O título passava a ser questão de tempo. Em casa, contra um adversário perdido em campo, somente um desastre poderia fazer a taça escapar das mãos gremistas. Viçosa, aos 18 minutos, parou duas vezes em Renan. Só que em Gre-Nal nada é fácil. Em um lance tudo pode mudar.

Falcão, aos 28 minutos, assinou seu fracasso na escalação ao colocar Zé Roberto no lugar de Juan. Menos de uma volta inteira do ponteiro no relógio, a primeira jogada de qualidade surgiu. D'Alessandro tabelou com Zé Roberto, este último cruzou por baixo e Leandro Damião empatou. O placar apontava Grêmio 1 x 1 Inter. Mas na verdade, o empate era contra Damião. Era , praticamente, o time de um homem só. Dos três arremates vermelhos, todos tinham sido do camisa 9.

O gol não mudou o desenho em campo, agora, emoldurado por um belo arco-íris. A diferença é que a qualidade das atuações não estava tão distante. Um clássico é um jogo propício para o imponderável acontecer. O inesperado se materializou aos 46 minutos, pegando o rebote do escanteio, Andrezinho acertou o canto de Victor, virando o Gre-Nal.

O segundo tempo começou com o clima de que tudo poderia acontecer. A tensão era transparente a cada movimento. As ações passaram a ser parelhas. Todos em busca de um gol. Um gol que significava um título sobre o maior rival.

Após cruzamento de Zé Roberto, Damião completou para fora. Na sequência, Viçosa bateu para fora. Seguia tudo indefinido.



Um traço mais claro do que ocorreria apareceu aos 27 minutos, quando Zé Roberto foi derrubado por Victor na área. Na cobrança, D'Alessandro foi perfeito, colocando as taças nas mãos vermelhas. Ao Grêmio restavam 15 minutos para mudar os caminhos do Gauchão. Para tentar reverter a situação, Renato Gaúcho trocou a dupla de ataque, colocando Borges e Lins ao mesmo tempo, dando pulmões novos ao setor ofensivo.

Em má situação no clube, Borges mostrou que ainda tem seu valor. Após cruzamento, Renan subiu e segurou a bola, na descida bateu em Índio, no rebote, o centroavante gremista, onde centroavante tem que estar, descontou, aos 36 minutos. Gol que mantinha o Grêmio atrás, mas que levava a decisão do título para os pênaltis.

Jogos decisivos do Gauchão ganham elogios dos dois lados

Gazeta Press
Ao término do tempo regulamentar do Gre-Nal 387, Renato Gaúcho e Paulo Roberto Falcão caminharam ao encontro um do outro e se abraçaram. Além de um gesto de civilidade entre treinadores de clubes rivais, os dois principais nomes da história de Grêmio e Inter simbolizavam nesse ato a grandeza do espetáculo que propiciaram nos dois clássicos decisivos do Campeonato Gaúcho.

Semana será de reformulação no Grêmio

Os jogadores do Grêmio ganharam dois dias de folga após a perda do título gaúcho. Os dias de descanso serão de tensão para alguns. Muitos terão outro rumo em suas carreiras. Os mais jovens serão emprestados para ganharem experiência. Alguns dos mais experientes serão dispensados. Faz parte da reformulação do elenco que começará a ser colocada em prática essa semana.
As modificações ocorreriam independente do resultado no Gre-Nal. A avaliação é de que o elenco é muito grande e falta qualidade em algumas posições.
"Sabemos que temos que fazer correções", afirmou o vice de futebol, Antonio Vicente Martins. O presidente Paulo Odone corroborou a avaliação de seu companheiro de direção. "Não é questão de outro rumo. O trabalho tem que ter autocrítica e ser reforçado. Não se faz terra arrasada quando não se ganha o título que disputou", explicou.
Nomes titulares até pouco tempo perderam espaço nos últimos jogos e não seguirão no clube. Os mais cotados para deixarem imediatamente o Grêmio são o zagueiro Rafael Marques e o centroavante Borges.
A intenção é trabalhar com um elenco de 28 jogadores. O atual grupo possui 38. O Tricolor vasculha o mercado em busca de reforços, o ataque, a zaga, e as laterais, principalmente a esquerda, receberão atenção especial. A expectativa é de acertar a vinda seis novos nomes.
O trabalho, porém, requer calma. Desde o começo do ano há um consenso no Olímpico de que não está fácil trazer bons valores. Além disso, quem está atuando no exterior só poderá estrear na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro por causa da janela de transferências.
"Nosso problema é a janela. Os jogadores que podem vir de fora só podem jogar em agosto. Agora é esfriar a cabeça. Estamos nos mexendo há muito tempo em termos de reforços. Não esta fácil conseguir bons jogadores", pondera o técnico Renato Gaúcho.
Em mais de 100 anos de vida, quase 400 jogos disputados, ainda há espaço para novidades no Gre-Nal. O futebol é assim. Ele nunca se repete. Um confronto entre o azul e o vermelho, o vermelho e o azul tem, também, essa característica.
As partidas entre os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul ganharam fama de violentas, recheado de jogadas ríspidas. Apresentava, salvo raras exceções, times medrosos, preocupados muito mais em não perder do que ganhar. Em 180 minutos foram marcados dez gols, cinco para cada lado, dando uma média de que a cada 18 minutos metade do Estado explodia de emoção.
Em campo, as equipes buscaram a vitória. As posturas transpareciam que quem venceria seria quem marcasse mais gols e não quem sofresse menos. Apesar de ter, no fim das contas, o mesmo significado, a postura mostra a essência do que ocorreu nos gramados do Beira-Rio e do Olímpico.
"Foram grandes Gre-Nais. Isso só engrandece a vitória do Inter. São duas grandes instituições, elas representam a nata do futebol brasileiro", argumentou Falcão. "Não lembro de dois Gre-Nais seguidos que aconteceram dez gols. Isso não significa irresponsabilidade minha e do Renato. Somos técnicos que priorizam o ataque. Duvido que alguém não tenha gostado", sentenciou o treinador colorado.
A beleza dos dois enfrentamentos rendeu um ato de grandeza aos dirigentes gremistas. Nada de contestar a arbitragem, de diminuir a vitória do rival. Mesmo no momento de dor, a palavra foi de elogio. "Estamos como todos os gremistas, muito tristes, muito chateados. Somos obrigados reconhecer o valor do Internacional. Eles foram superiores, pois tiveram energia para reverter aqui em casa. Foram dois Gre-Nais com 10 gols, jogo aberto e franco, não me lembro disso. Foi uma maravilha", declarou o presidente Paulo Odone.
Nos currículos, a história apontará como vitorioso o Inter, conquistando seu 40º título estadual. O futebol gaúcho, entretanto, foi quem saiu mais fortalecido após dois Gre-Nais de tirar o fôlego na bola rolando.

Renato Gaúcho não esconde frustração após perda de título

A decepção foi total no Grêmio. O título do Campeonato Gaúcho esteve perto, mas foi perdido dentro de casa, com um Olímpico cheio e uma vantagem pomposa conquistada na casa do Inter. Uma situação inacreditável. A frustração pela derrota por 3 a 2 no tempo normal, e por 5 a 4 nos pênaltis, para o Inter estava estampada na face de Renato Gaúcho, técnico gremista.
Se dependesse somente dele, ele não estaria na sala de imprensa tendo de explicar a reversão de expectativa. Seu desejo, talvez, fosse ir para o hotel onde mora e ficar abraçado com sua filha, que acompanhou as cobranças de pênaltis ao lado do pai, na beira do gramado. O treinador mordia cada palavra que pronunciava, segurando para não transparecer a raiva que sentia dentro de si.
"Sempre é muito difícil quando não consegue ganhar um campeonato. Um campeonato é sempre um campeonato. Um título não tem preço, não importa qual seja", explicou. "Foi um grande jogo. Tivemos chance de matar o jogo. O futebol te pune, mas não vamos tirar os méritos do Inter. Foi o melhor Gre-Nal dos últimos anos", disse.
Se Renato foi quem foi como jogador, ele deve muito ao Grêmio. Ele é o maior ídolo do clube. Foi o principal nome do título mundial, mas não conseguiu dar aos gremistas sua primeira conquista como técnico do tricolor.
"O sentimento do torcedor, é o meu sentimento, não por eu ser gremista, mas porque eu preparei o grupo para ser campeão. O grupo todo está sofrendo, do presidente ao roupeiro. Mas não deu, bola para frente", lamentou.
Os jogadores gremistas ganharão dois dias de folga antes do recomeço dos trabalhos para o Campeonato Brasileiro. Com a cabeça mais fria, a partir de segunda-feira modificações no elenco, como dispensas e contratações, começarão a ocorrer.

Santos 2×1 Corinthians – O Peixe ao ponto de Muricy

GLOBOESPORTE.COM
Desde a saída de Dorival Júnior, o Santos se caracterizou pelo estilo ofensivo e envolvente, mas também pela inconstância e vulnerabilidade. Alternava grandes espetáculos e atuações vexatórias.
Sob o comando de Muricy Ramalho, o sistema defensivo foi repaginado, mais compacto e organizado. A equipe, porém, continuou sendo alvo de críticas, agora direcionadas ao excesso de cautela e pragmatismo e à total dependência do talento de Ganso e Neymar.
Mas na final do campeonato paulista na Vila Belmiro, especialmente no primeiro tempo, o alvinegro praiano encontrou o equilíbrio entre arte e competitividade.
No 4-3-1-2 das últimas partidas, o Santos foi atento na marcação, bloqueando com os laterais Jonathan e Léo e o volante Adriano as ações de Dentinho, Bruno César e Jorge Henrique, o trio de meias do 4-2-3-1 corintiano. A pressão dos atacantes e dos volantes-meias Elano e Arouca dificultava a saída de bola do oponente, que errava o passe e dava o contragolpe.
Nas manobras ofensivas, Neymar alternava com Alan Patrick na criação e na aproximação de Zé Eduardo. O trio, com o apoio de Léo e Arouca, forçavam as jogadas pela esquerda em cima de Alessandro, que não tinha o devido auxílio de Dentinho. O jogo fluía com técnica, rapidez e objetividade.
Curiosamente, foi na combinação mais confusa que saiu o gol: lançamento de Léo desviado por Ralf que caiu no pé de Zé Eduardo. O atacante cruzou e Arouca desviou de Júlio César. Primeiro gol do camisa cinco pelo Santos. O volante ainda acertaria a trave, entre as várias oportunidades do time mandante.
Arouca foi o melhor em campo pelo vigor físico, depois de passar a semana se preparando para a decisão, mas também porque o Santos tinha vantagem numérica no meio-campo: quatro contra três, porque Dentinho e Jorge Henrique batiam com os laterais. Sobrava Arouca. O triunfo passa pela superioridade em setor fundamental.
A entrada de Willian na vaga do inócuo Dentinho equilibrou a disputa após o intervalo. O quarteto ofensivo ganhou movimentação, mas não contundência. A equipe de Tite ocupou mais o campo de ataque, porém não penetrava na área. Ramirez e Morais, que substituíram Paulinho e Bruno César, pouco acrescentaram.
Dosando energias, o Santos recolheu suas linhas, mas desta vez não abdicou do ataque.
Quase marcou em linda jogada de Neymar, que limpou três marcadores em sua jogada característica da esquerda para o meio e rolou para Elano, que bateu cruzado e Zé Eduardo quase conferiu.
Muricy trocou os laterais: Jonathan deu lugar a Pará ainda no primeiro tempo e Alex Sandro substituiu o exaurido Léo na metade do segundo tempo. Mais tarde, Possebon entrou na vaga de Alan Patrick, com Elano avançando para articular.
Em lance não tão inspirado, iniciado por Arouca, Neymar encaminhou a vitória e o título no chute fraco que Júlio César aceitou. O ato final perfeito que consagrou a melhor equipe paulista e o craque do campeonato. Não por acaso bicampeões na terceira final consecutiva. A 19ª conquista regional do clube. A quarta nos últimos seis anos (2006, 2007, 2010 e 2011).
O gol de Morais e a pressão nos minutos finais, aliados ao nítido cansaço santista de 11 partidas nos últimos 36 dias, causaram alguma apreensão na Vila, mas o Corinthians em nenhum momento foi uma ameaça real. Fracasso de uma equipe que se dedicou exclusivamente ao estadual.
Porque o treinador parece ter encontrado o ponto que une o “Muricybol” ao “DNA” santista. A receita, bem mais agradável aos olhos, pode render porções ainda mais generosas de alegria aos santistas na temporada.

O 4-3-1-2 santista se impôs no meio-campo com Arouca livre e força pela esquerda; Corinthians no 4-2-3-1 penou com a falta de criatividade, a apatia de Dentinho e dificuldades na marcação

Ônibus espacial Endeavour decola para sua última missão

por Carol Tavares
Nave transporta equipamentos para a Estação Espacial Internacional (ISS
A mais nova das naves norte-americanas vai realizar sua última missão nas próximas duas semanas. O ônibus espacial Endeavour decolou rumo ao espaço nesta segunda (16), com seis astronautas e um detector de partículas. O destino é a Estação Espacial Internacional (ISS), onde o equipamento deve detectar matérias incomuns no universo. Por lá, os tripulantes vão realizar ainda quatro caminhadas espaciais. 
Esse vai ser o último voo da nave, que acontece após três adiamentos. A decolagem deveria ter ocorrido em 29 de abril, mas foi cancelada horas antes porque uma unidade auxiliar de energia apresentou problemas. Depois, novas datas foram marcadas enquanto ganhava-se tempo para a manutenção do transporte.
Quem comanda a missão é o capitão da Marinha norte-americana Mark Kelly, que estava afastado para cuidar da esposa e deputada do Arizona Gabriele Giffords, que havia sido baleada em janeiro deste ano. Com ele, voam ainda o piloto Gregory Johnson, da Força Aérea norte-americana, os especialistas Mike Fincke, Andrew Feustel, Greg Chamitoff e o italiano Roberto Vittori, da agência espacial europeia ESA.
A aposentadoria do ônibus espacial marca o fim do programa norte-americano, que está sendo encerrado e vai encerrar as atividades das outras naves restantes - Discovery e Atlantis. O Endeavour começou a ser construída em 1987 para substituir o Challenger, que explodiu um ano antes e matou todos seus ocupantes.

Etanol inicia a semana com preços mais baixos

Queda no valor do combustível em Ribeirão Preto é de quase 10%


O etanol hidratado iniciou esta semana com preços menores em relação ao começo do mês. Levantamentos do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepea) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP), feitos entre os dias 9 e 13 de maio, mostram queda no valor do combustível nas usinas e nos postos.
 
De acordo com o Cepea, a cotação do etanol hidratado caiu 10% na semana passada. O litro sai das usinas por R$ 0,96 em média, contra R$ 1,06 no período anterior. A pesquisa da ANP mostra que o valor do combustível ficou 3,5% mais barato nos postos brasileiros, com o litro a R$ 2,22 na semana passada.
Maior produtor de cana do Brasil, o Estado de São Paulo tem preços mais baixos em comparação com o índice nacional.

A queda em Ribeirão Preto chegou a quase 10%. O litro baixou de R$ 1,99 para R$ 1,83 em média. Mas o preço mínimo pode chegar a R$ 1,59 em postos bandeirados e a R$ 1,51 em estabelecimentos sem bandeira.

A média também caiu 10% em Campinas, onde os postos cobram R$ 1,90.

Araraquara teve redução semelhante e o valor do combustível está R$ 1,92 na maioria dos revendedores.

A ANP atribui a queda dos preços ao avanço da safra da cana, iniciada em abril. De acordo com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), 256 usinas já estão em plena operação no Centro-Sul. Desde o início da colheita, a produção de hidratado somou 565 milhões de litros. "As unidades priorizaram a produção de etanol para restabelecer a normalidade do mercado", afirma o diretor técnico da entidade, Antônio de Pádua Rodrigues.

Mas o economista Marco Antonio Conejero alerta que o consumidor não deve esperar níveis de preços semelhantes aos observados no início da safra passada, quando o litro do etanol chegou a custar R$ 1,19 no interior de São Paulo. "Neste ano, o patamar mínimo de preços deve ser R$ 1,39. A oferta do combustível não cresce na mesma proporção da demanda".
Fiança é negada e diretor-presidente do FMI permanecerá preso em Nova YorkDIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Sem direito à fiança, o diretor-presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, permanecerá preso preventivamente em Nova York. A decisão é da juíza Melissa Jackson, da Corte Criminal de Manhattan, em Nova York. Ela negou o direito de pagamento de fiança e marcou para o próximo dia 20 nova audiência com Strauss-Khan.
Na Justiça dos Estados Unidos, Strauss-Kahn é acusado de cometer sete crimes, cujas penas somam 74 anos de prisão. Suspeito de agressão sexual a uma camareira do Hotel Sofitel, onde se hospedou no fim de semana, Strauss-Kahn negou as acusações. Ele foi detido quando já estava na aeronave da Air France, no Aeroporto J.F. Kennedy, em Nova York, que iria para Paris.
Um dos advogados de Strauss-Kahn Benjamin Brafman afirmou estar “desiludido com a decisão do tribunal”. “A batalha apenas começou”, afirmou. “Estamos evidentemente desiludidos com a decisão do tribunal. Acreditamos na inocência de Strauss-Kahn e pensamos que o nosso caso é defensável”, disse. “É importante compreender que esta batalha apenas começou”, acrescentou Brafman.
A juíza nova-iorquina alertou sobre o risco de fuga para ordenar a prisão de Strauss-Kahn. Na audiência, hoje (16), a defesa pediu a libertação do diretor-presidente do FMI sob pagamento de fiança no valor de US$ 1 milhão e garantiu que ele ficaria Nova York, na casa da filha dele. Strauss-Kahn também entregou o passaporte à Justiça norte-americana.
Da Agência Brasil

Kadafi é 2º chefe de Estado a receber pedido de prisão do TPI

O primeiro foi o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, acusado de genocídio pelos crimes cometidos na região de Darfur

O presidente líbio, Muamar Kadafi, é o segundo chefe de Estado contra quem o promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, pede a emissão de um mandado de prisão.
O anterior foi o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, acusado de genocídio pelos crimes cometidos na região de Darfur. Ele recebeu uma ordem de detenção do TPI em julho de 2008, apesar de se manter no poder em seu país.
A pena máxima que o TPI pode impor é de 30 anos, mas o tribunal aplica também prisão perpétua em casos de "extrema gravidade".


O promotor do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, anuncia pedidos de prisão para líder líbio, Muamar Kadafi, em Haia

Criado por iniciativa da ONU mediante o Tratado de Roma em 1998, o TPI começou a atuar em 1º de julho de 2002 para julgar os responsáveis por crimes contra a humanidade, genocídio e crimes de guerra.
Até agora, 114 países se uniram ao TPI, uma corte de última instância que só pode atuar quando as instituições nacionais não tiverem vontade política ou capacidade para fazê-lo e que só investiga crimes cometidos após sua criação.
Os processos podem ser iniciados por um Estado, pelo promotor ou pelo Conselho de Segurança da ONU. Ocampo, promotor do TPI desde 2003, é o responsável pela investigação de crimes contra a humanidade dos quais Kadafi é acusado.
Na sede do TPI em Haia, Ocampo disse que Kadafi, seu filho mais velho, Seif al-Islam Kadafi, e o chefe de inteligência Abdullah Al Sanousi (cunhado de Kadafi) ordenaram, planejaram e participaram de ataques ilegais. "Com base nas provas obtidas, o escritório do promotor pediu à Câmara Preliminar Nº1 que emita ordes de prisão contra Kadafi, Seif el-Islam e Abdullah al-Sanusi", disse Moreno.

Juízes agora têm de avaliar as provas antes de decidir se confirmam as acusações e emitem os mandados de prisão internacionais. Eles também podem solicitar informações adicionais antes de tomar uma decisão.
Segundo o promotor argentino, as forças leais a Kadafi atacaram civis em suas casas, dispararam contra manifestantes, bombardearam procissões fúnebres e posicionaram franco-atiradores para matar fiéis que saíam de mesquitas.
"As provas recolhidas mostram que Kadafi comandou pessoalmente os ataques contra civis líbios não armados", disse o argentino Ocampo. "Seu filho Seif al-Islam é o primeiro-ministro de fato, e Sanousi é seu braço direito e ordenou pessoalmente alguns ataques", disse.

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir (26/05/2010)
Kadafi e três de seus filhos estavam na lista de nomes apresentada por Ocampo em 3 de março na investigação em que se identificavam as oito personalidades que, segundo as investigações preliminares da promotoria, poderiam ser considerados os "máximos responsáveis" dos supostos crimes cometidos na Líbia.
Desde a abertura da investigação, o escritório do promotor efetuou 30 missões em 11 países. Foram examinados mais de 1,2 mil documentos, incluindo vídeos e fotografias. Também foram entrevistadas 50 pessoas, algumas delas testemunhas oculares. A equipe do promotor, porém, não interrogou testemunhas na Líbia, para não colocá-los em risco.

Uma equipe de cinco membros do escritório do promotor concluiu no domingo um expediente de 74 páginas, com cinco anexos, com os detalhes do relatório apresentado para solicitar a ordem de prisão.
Desde o início da rebelião na Líbia em meados de fevereiro, milhares de pessoas morreram, segundo Ocampo. Quase 750 mil fugiram do país, de acordo com a ONU.
O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, elogiou a decisão do TPI, destacando que isso envia ao regime da Líbia a mensagem de que os crimes não permanecerão impunes.
Em sua declaração, o ministro britânico disse que a situação dos direitos humanos no oeste da Líbia é de "grave preocupação". "Os responsáveis pelos ataques contra civis devem prestar contas. A comunidade internacional deve apoiar plenamente o TPI para investigar com rigor todas as denúncias", disse.
AP, EFE e AFP
Kerry: Paquistão e EUA são sócios estratégicos com inimigo comum

ISLAMABAD/AFP — O senador americano John Kerry afirmou nesta segunda-feira em Islamabad que Paquistão e Estados Unidos são "sócios estratégicos com um inimigo comum e informou que a secretária de Estado, Hillary Clinton, anunciará em breve uma visita ao país asiático.
"Nunca devemos perder de vista os fatos essenciais. Somos sócios estratégicos com um inimigo comum, que é o terrorismo e o extremismo", disse o presidente da influente Comissão de Assuntos Exteriores do Senado, a primeira autoridade americana a viajar ao Paquistão desde que um comando americano matou Osama Bin laden em 2 de maio.
Kerry antecipou que Hillary Clinton anunciará em breve uma visita ao Paquistão.
O senador faz a visita para tentar reativar as relações com Islamabad após a morte de Bin Laden.
O ataque "clandestino", segundo o governo paquistanês, comoveu a opinião pública paquistanesa, fortemente antiamericana, não tanto pela morte de Bin Laden, que gerou poucas manifestações, e sim pelo que foi considerado uma "violação da soberania paquistanesa".
Recuperados dados das caixas negras do avião da Air France que caiu no Brasil em 2009
Os dados completos das caixas negras do avião  da Air France, que caiu em 2009 ao largo da costa brasileira, foram recuperados,  anunciou hoje o Gabinete de Investigação e Análise (BEA). 

O voo AF 447 da Air France (Airbus A330), que fazia o trajeto Rio de  Janeiro-Paris, desapareceu dos radares na noite de 31 de maio de 2009 com  228 pessoas a bordo e apenas cerca de 50 corpos foram encontrados pouco  depois do acidente. 
Segundo o BEA, a análise das caixas negras "deverá durar semanas,  sendo que depois será redigido um relatório e divulgado durante o verão".
Até agora, as causas do acidente não foram totalmente esclarecidas. Os investigadores determinaram que a falha das sondas de velocidade  do avião, chamadas Pitot, do fabricante Thales, foi uma das causas, mas  consideraram não ser suficiente para explicar o acidente. 
As caixas negras poderão elucidar, através das conversas dos pilotos  no cockpit e dos parâmetros do voo, mais alguns factos sobre o acidente.
As duas caixas negras chegaram a França na quinta-feira, para ser  analisadas por especialistas. 
Os equipamentos foram resgatados no início deste mês depois de uma operação  de busca, iniciada no final de abril, ter encontrado os destroços do avião  e também corpos a 3900 metros de profundidade, a norte da última posição  conhecida do aparelho. 
 Ainda esta semana, os resultados dos testes que tentam extrair o ADN  dos ossos das duas vítimas retiradas dos destroços do avião deverão ser  conhecidos. 
Se os testes forem negativos, as autoridades decidiram que nenhum outro  corpo será retirado do fundo do mar, disse Jean Quintard, procurador-adjunto  do Tribunal de Paris. 
O BEA prevê divulgar um novo relatório, o último, sobre o acidente com  o voo AF 447 no final deste ano ou no início de 2012. 

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A Prisão Cor de rosa: Daria certo no Brasil?

A produção do Domingão ficou curiosa com uma polêmica gerada no Estado do Arizona, nos EUA. O xerife de uma prisão resolveu dar um tratamento bem diferente para os seus presos. Faça chuva ou faça sol, todos eles dormem em acampamentos ao ar livre. Além disso, todos os presidários são obrigados a vestir cuecas cor de rosa.
“O xerife nos EUA é eleito. Ele é um delegado geral, que aprova as leis. Esse xerife já foi eleito cinco vezes”, explicou Ciro Batelli. São dois mil presidiários dormindo em tendas, são presos por mal comportamento e só andam acorrentados. Eles prestam serviços às cidades. Batelli foi junto com os presos a um dos locais de trabalho e chegou a comer o mesmo que os detentos. “O café da manhã é o almoço”, explicou. As penas são de tráfico de drogas, roubo leve. Os guardas revistam minuciosamente os presos antes de voltarem ao ônibus para a penitênciária.
Os detentos vestem roupas cor-de-rosa, inclusive meias e cuecas. O xerife é duro com os detentos e afirma que nenhum deles pode reclamar de viver em tendas: “Se queiserem conforto, voltem a ser cidadãos”, contou Ciro Batelli sobre uma conversa com o delegado.No telão, o xerife deu o seu depoimento:”Algumas pessoas me criticam porque os presos usam cueca rosa. Por que eu daria a eles roupas nas cores que eles gostam?”.
Na mesma penitenciária esteve preso o ex-boxeador Mike Tyson.
Confira a matéria publicada no Domingão do Faustão (15/05)