sábado, 18 de junho de 2011

Brasil recebe Ban Ki-moon de olho em presidente da Assembleia Geral da ONU

Secretário-geral chega ao Brasil nesta quinta, mas Itamaraty prevê mais avanço da agenda brasileira na ONU com o suíço Joseph Deiss

Danilo Fariello/iG Brasíl
Em giro pela região, Ban Ki-Moon passou pela Argentina, onde esteve com a presidente Cristina Kirchner

O secretário-geral, apesar de ocupar o posto mais alto da diplomacia mundial, tem menor ingerência sobre o rumo das transformações do órgão – cujo poder é concentrado na assembleia e, no caso de intervenções militares, no Conselho de Segurança.
Campanha para reeleição
Ban chega ao Brasil depois de ter passado pela Colômbia, Argentina e Uruguai para tentar se aproximar mais da América Latina e angariar votos para sua esperada reeleição, cuja campanha deve ser oficializada ainda neste mês. Em Buenos Aires, ele conseguiu obter de Cristina Kirchner um apoio explícito à sua reeleição, como também ocorreu na Colômbia e no Uruguai.
Apesar de ainda não ter surgido candidato oponente ao atual secretário, Ban não é visto como um personagem muito midiático dentro da ONU, apesar de seu posto ter como objetivo também representar a imagem do órgão. O ex-presidente Kofi Annan levou a ONU a receber um Prêmio Nobel da Paz e era visto com mais simpatia pelos funcionários e representantes de países-membros das Nações Unidas.
No Brasil, porém, a presidenta Dilma Rousseff e o Ministério das Relações Exteriores ainda não têm uma posição definida quanto a apoiar a reeleição de Ban. Oficialmente, os discursos e tratados da visita de dois dias devem discorrer principalmente sobre a realização da Rio+20, evento que ocorre no próximo ano na capital fluminense para tratar de temas ambientais, o que remete à Rio 92.
Por esse motivo, o secretário-geral da ONU deverá encontrar a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ainda na seara ambiental, Ban terá um encontro com a ex-senadora Marina Silva, que figura entre os membros do grupo que discute as Metas de Desenvolvimento para o Milênio das Nações Unidas (MDG, na sigla em inglês).
O secretário encontrará, ainda, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, para conhecer melhor o programa Brasil Sem Miséria; o Secretário-Geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho; e o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Fernando Collor.
Último Segundo
Com a visita a Brasília do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, a partir de quinta-feira, o Brasil começa a reforçar o lobby por reformas dentro da ONU e do próprio Conselho de Segurança. No entanto, o Itamaraty acredita que seja mínimo o avanço dos pleitos do país na conversa com o sul-coreano e nutre mais expectativas diplomáticas com a visita do presidente da Assembleia Geral da ONU, o suíço Joseph Deiss, prevista para a segunda-feira. 
É o suíço, e não o sul-coreano, que tem poder para definir a pauta das discussões da assembleia, soberana nas discussões. Passa pela sua cadeira, por exemplo, a decisão de levar à apreciação da organização a reforma do Conselho de Segurança, entre outros anseios do governo brasileiro de reforma na ONU.

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